Reclassificação de Monta - Seu veículo foi classificado como Média ou Grande Monta?

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Principais Etapas do Processo

  • Vistoria do Engenheiro Mecânico
  • Emissão do Laudo de Recuperabilidade
  • Emissão de ART pelo Engenheiro
  • Requisição de Recurso junto ao DETRAN
  • Recurso deferido
  • Emissão novo CRLV reclassificado

A reclassificação de monta é um procedimento essencial dentro do contexto da segurança veicular e da regularização de automóveis sinistrados no Brasil. Regulamentada pela Resolução Nº 810 do CONTRAN, essa análise tem como principal objetivo determinar de forma precisa o enquadramento do dano sofrido pelo veículo, classificando-o adequadamente como monta leve, média ou grande, ou ainda corrigindo classificações anteriores realizadas de forma equivocada. A reclassificação de monta é uma etapa crítica, pois impacta diretamente a segurança viária, a valorização do veículo, a transparência documental e a confiança de futuros compradores. Por ser um processo técnico e altamente especializado, exige avaliação minuciosa, metodológica e fundamentada em critérios normativos rigorosos.

É justamente nesse ponto que o engenheiro mecânico se torna figura central e indispensável. A Resolução Nº 810 do CONTRAN determina que a classificação e reclassificação dos danos só pode ser realizada por profissional habilitado e com competência técnica comprovada para analisar profundamente a estrutura e os sistemas de segurança do veículo. O engenheiro mecânico é o responsável por conduzir essa análise com precisão, utilizando seu conhecimento sobre dinâmica veicular, resistência de materiais, sistemas estruturais, soldagem, deformação e comportamento de componentes automotivos após impacto.

Ao elaborar o laudo de reclassificação de monta, o engenheiro mecânico inicia o processo com uma avaliação visual completa do veículo, identificando zonas deformadas, pontos de impacto, variações geométricas e eventuais indicações de comprometimento estrutural. Contudo, essa etapa inicial é apenas uma parte do trabalho. O profissional precisa correlacionar os danos observados com as exigências da normativa do CONTRAN, que define parâmetros claros sobre o que caracteriza dano reparável ou não, quais componentes podem ser substituídos com segurança e em quais situações a integridade estrutural do automóvel foi comprometida de forma irreversível.

Além de identificar danos evidentes, o engenheiro deve ter a habilidade de reconhecer falhas sutis, que muitas vezes passam despercebidas por avaliadores sem formação técnica aprofundada. Por exemplo: deformações em longarinas, desalinhamentos em pontos de fixação de suspensão, alterações no comportamento de absorção de impacto, deslocamentos estruturais milimétricos e danos acumulados por colisões anteriores. Essas anomalias, se não detectadas, podem colocar ocupantes e outros usuários das vias em risco, especialmente em situações de nova colisão.

Outro aspecto fundamental do trabalho do engenheiro mecânico é a capacidade de determinar se o reparo realizado atende às normas de segurança. Em casos de reclassificação de monta solicitada após reparos, o engenheiro precisa verificar a qualidade das soldas, substituições de componentes estruturais, aplicação de peças originais ou certificadas, restauração geométrica e conformidade com procedimentos técnicos adequados. Essa análise garante que o veículo não apenas pareça visualmente recuperado, mas esteja, de fato, apto a retornar ao tráfego com segurança.

A elaboração do laudo exige também responsabilidade técnica formal. O engenheiro mecânico assume a responsabilidade pelo conteúdo do documento emitido, o que reforça a necessidade de uma avaliação extremamente cuidadosa, ética e imparcial. É sua assinatura e seu número de registro profissional que validam a conclusão técnica perante os órgãos de trânsito, seguradoras, compradores e proprietários. Dessa forma, o engenheiro não é apenas um avaliador; ele é o garantidor da veracidade e da integridade do processo.

A reclassificação de monta, quando conduzida por um engenheiro mecânico qualificado, traz benefícios significativos. Para o proprietário, oferece clareza e confiança sobre a real condição do veículo. Para o mercado automotivo, reduz riscos de fraudes e aumenta a transparência nas transações. Para a sociedade, contribui para um trânsito mais seguro, evitando que veículos com danos estruturais graves circulem de forma inadequada. E para os órgãos públicos, garante a rastreabilidade e o controle rigoroso sobre veículos sinistrados.

Em síntese, a reclassificação de monta é um procedimento técnico vital, e o engenheiro mecânico desempenha papel determinante na garantia da segurança e correção desse processo. Seu conhecimento, sua responsabilidade técnica e sua capacidade analítica são pilares essenciais para que o laudo final seja confiável, preciso e plenamente alinhado às exigências estabelecidas pelo CONTRAN.


Se o você sofreu um acidente e o seu veículo foi classificado com grande ou média monta, entre em contato conosco!